Gabriela Lopes, Advogado

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Comentário · há 5 anos
Não existem evidências de que as proteínas spike produzidas brevemente no organismo em resposta às vacinas de RNA mensageiro, como a da Pfizer/BioNTech, sejam prejudiciais.
Conteúdos sobre a possível toxicidade da proteína spike circularam depois que o imunologista canadense Byram Bridle, em uma entrevista realizada em maio, associou os imunizantes a casos de coágulos sanguíneos e ao risco de infertilidade. Segundo ele, “ao vacinar as pessoas, estamos inadvertidamente inoculando-as com uma toxina”.
Como já explicado, se referia a um relatório produzido pela farmacêutica Pfizer na fase pré-clínica de desenvolvimento de seu imunizante contra a Covid-19. O documento estava disponível no site do órgão regulatório japonês equivalente à Anvisa. O objetivo era avaliar o trajeto feito por nanopartículas lipídicas, que são um dos componentes da vacina da Pfizer, no corpo de ratos de laboratório. A pesquisa, todavia, não concluiu que a proteína spike causa “milhares de efeitos colaterais”, nem que se trata de uma “toxina”. As interpretações da pesquisa mencionada pelo canadense foram rebatidas por especialistas.
Vale pontuar que o estudo citado pelo imunologista não mostra a circulação da proteína spike na corrente sanguínea, e, sim, o trajeto feito pelas nanopartículas lipídicas (pedaços microscópicos de gordura, que servem como uma espécie de “envelope” para carregar um RNA mensageiro) pelo corpo. Além disso, em sua conclusão, os pesquisadores da Pfizer avaliaram que as substâncias injetadas nos ratos foram eliminadas por meio do metabolismo ou da excreção fecal, não permanecendo no organismo. Na minha humilde opinião, a Butanvac, profuzida no Butantan é a melhor vacina. Muitos falaram mal. Hoje vemos que é a que menos dá efeitos colaterais, inclusive, para as crianças. Isso é um orgulho para nós, brasileiros.
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